Quem somos

Linha do Tempo

1910

Cia Siderúrgica Mineira

Na passagem para o século XX, o esgotamento das jazidas de ouro de Minas Gerais e o incremento do setor industrial no país despertaram ainda mais o interesse pelas reservas de ferro da região.

Para Amaro Lanari, Cristiano Guimarães e Gil Guatimosin, jovens engenheiros recém-formados da Escola de Minas de Ouro Preto, esse interesse transformou-se em empreendimento. Em 21 de janeiro de 1917, eles criaram – juntamente com outros pioneiros como o banqueiro e comerciante Sebastião Augusto de Lima e o industrial Américo Teixeira Guimarães – a Companhia Siderúrgica Mineira, na cidade de Sabará.

O projeto era ambicioso: construir um alto-forno com capacidade para produzir 25 toneladas/dia de ferro gusa – seria o maior até então do Brasil e da América Latina. Muitas dificuldades na implementação do projeto, em plena Primeira Guerra Mundial, levaram ao atraso de sua conclusão.

Resumo da década:

(1917) Fundação da Comp. Siderúrgica Mineira por um grupo de engenheiros brasileiros (Christiano Guimarães, Ovídio Paulo de Andrade, Sebastião de Lima e outros), em Sabará (MG).

(1919) Primeira corrida de gusa - Sabará (MG).

1920

Cia Siderúrgica Mineira

A primeira corrida de gusa só aconteceu no final do ano de 1920. E as dificuldades não cessaram após o início das operações, porque também era muito difícil colocar no mercado o produto nacional, diante da concorrência estrangeira, além do que não havia apoio governamental para a implantação da infraestrutura necessária ao funcionamento da usina e ao escoamento da produção.

Surge a Belgo-Mineira

Em 1920, o Rei Alberto I da Bélgica veio ao Brasil em visita oficial. A convite do Presidente de Minas, Arthur Bernardes, além de sua estadia na capital federal, o rei foi a Belo Horizonte. A visita à capital mineira não era gratuita: empenhado que estava na oposição ao projeto da Itabira Iron, Bernardes recebeu o monarca com todas as honras, tendo em mente a firme disposição de evidenciar o potencial siderúrgico do estado e sensibilizar o rei, para que ele convencesse investidores europeus a direcionarem também para Minas seus negócios. De fato, pouco tempo depois da visita de Alberto I, o grupo belgo-luxemburguês ARBED enviou missão técnica a Minas Gerais, que constatou a possibilidade do grupo se associar a uma empresa brasileira já existente e a partir daí ampliar o negócio.

Assim, em 11 de dezembro de 1921, a Companhia Siderúrgica Mineira realizou uma assembleia de acionistas para aumentar seu capital, que seria subscrito pela ARBED. Com isso, a Companhia Siderúrgica Mineira passava a se denominar Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira. No programa inicial da nova empresa, previa-se transformar Sabará em uma usina piloto, destinada a prospectar e experimentar a operação de uma grande usina no Brasil, treinando pessoal, possibilitando o melhor conhecimento das matérias-primas nacionais e de toda a logística operacional, abrindo caminho para aquele que já se delineava como o grande salto da Companhia – a construção, em Monlevade, de uma moderna usina siderúrgica, sem precedentes na história do país.

De Sabará a Monlevade

Antes mesmo da fundação da Belgo-Mineira, representantes da ARBED compraram a antiga propriedade de Jean Monlevade, em São José do Piracicaba que pertencia ao Banco Ultramarino, credor da falida Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros, que havia adquirido a propriedade dos herdeiros de Monlevade. A área incluía as ruínas da antiga fábrica de ferro e a região onde se encontrava a Mina do Andrade, rica em minério da melhor qualidade e que hoje é operada pela ArcelorMittal Mineração Brasil.

A perspectiva era de que brevemente se instalasse ali uma nova usina. Mas esse empreendimento foi adiado, de um lado pelos resultados não muito animadores da usina piloto e, de outro, pela demora na construção de um ramal ferroviário que garantiria o funcionamento da usina em Rio Piracicaba.

Entre 1926 e 1927 a usina de Sabará chegou a ter as atividades paralisadas e a ARBED enviou ao Brasil o engenheiro luxemburguês Louis Ensch, com a missão de tentar contornar os problemas e apontar soluções possíveis. Cogitava-se até mesmo o encerramento dos negócios no Brasil, caso a situação se mostrasse de fato insustentável.

Ainda no final do ano de 1927, o novo engenheiro-chefe da usina chegou a Sabará e logo concluiu que, com o aporte de novos equipamentos e melhoria da qualidade do produto final, o quadro poderia ser revertido.

Resumo da década:

(1921) Fundação da Comp. Siderúrgica Mineira por um grupo de engenheiros brasileiros (Christiano Guimarães, Ovídio Paulo de Andrade, Sebastião de Lima e outros), em Sabará (MG).

(1925) Entrada em operação do 1º Forno SM (Siemens Martin) para produção de aço – Sabará (MG).

(1927) Entrada em operação do 2º Forno SM (Siemens Martin) para produção de aço – Sabará (MG).

(1929) Entrada em operação do 2º Alto-Forno - Sabará (MG).

1930

De Sabará a Monlevade

Nos anos seguintes, a usina de Siderúrgica passou por um grande desenvolvimento, impulsionada também pelo incremento da indústria nacional, a partir dos anos 30. O presidente Getúlio Vargas tinha especial interesse pelo desenvolvimento industrial e, em 1931, reafirmou sua posição quando, em visita a Minas Gerais, se comprometeu a promover a ligação ferroviária entre a Estada de Ferro Central do Brasil e a Vitória a Minas para viabilizar a usina na região da antiga fazenda de Monlevade.

No dia 31 de agosto de 1935, uma mesma cerimônia comemorou a inauguração do ramal ferroviário de Santa Bárbara e o lançamento da pedra fundamental da nova usina.

Monlevade Usina e Cidade

Monlevade era ainda praticamente um imenso canteiro de obras quando entrou em operação o primeiro alto-forno – que recebeu o nome Getúlio Vargas. A primeira corrida de gusa ocorreu em 20 de julho de 1937.

Mas para viabilizar a implantação da Usina em Monlevade, foi necessária também a construção de toda a cidade, em torno do antigo Solar Monlevade – residências, ruas, escola, hospital, clube... Tudo teve de ser construído, assim como tiveram de ser instalados pela ArcelorMittal Aços Longos vários outros núcleos pelo vale do rio Doce, para viabilizar o manejo das matas de eucalipto para produção de carvão vegetal.

Monlevade, em especial, desenvolveu-se muito a partir do núcleo inicial em torno da usina, atraindo para as regiões do entorno um grande contingente de pessoas, que formaram bairros como o de Carneirinhos. Décadas depois, a região já não era mais tão isolada, dispondo de ligação rodoviária e já não mais fazia sentido manter a cidade sob a administração da empresa.

Em 29 de abril de 1964, portanto, João Monlevade tornou-se um município independente.

A ArcelorMittal Aços Longos transferiu toda a infraestrutura e os equipamentos urbanos para a municipalidade que a partir daí passou a administrar a cidade.

A Belgo e a Guerra

Com o crescimento e a diversificação da usina de Monlevade, a partir de 1937 até 1946, quando a CSN entrou em funcionamento, a Belgo respondia sozinha por 49% do aço produzido no país, fabricando produtos que iam de vergalhões para construção civil, arames, pregos e parafusos a ligas especiais de aço.

Resumo da década:

(1931) Entrada em operação do 3º Forno SM (Siemens Martin) para produção de aço - Sabará (MG).

(1935) Entrada em operação de uma trefilaria de arames e máquinas de produção de pregos - Sabará (MG).

(1935) Inauguração do Ramal Ferroviário Santa Bárbara-Nova Era (MG), pelo Presidente da República Getúlio Vargas.

(1935) Lançamento da pedra fundamental da "Usina Barbanson", pelo Presidente da República Getúlio Vargas - João Monlevade - MG.

(1936) Início da construção da "Usina Barbanson"- João Monlevade (MG).

(1937) Inauguração da "Usina Barbanson" - João Monlevade (MG).

Entrada em operação do 1º Alto-Forno - João Monlevade (MG).

Centro industrial Monlevade

(1938) Entrada em operação do 2º Alto-Forno - João Monlevade (MG).

Entrada em operação do 1º Forno SM (Siemens Martin) para produção de aço - João Monlevade.

Ligotamento convencional

(1939) Entrada em operação do 2º Forno SM (Siemens Martin) para produção de aço - João Monlevade (MG).

Aciaria SM

1940

A Belgo e a Guerra

Durante a Segunda Guerra Mundial, e especialmente após o Brasil entrar diretamente no conflito, em 1942, a Belgo foi convocada para participar do esforço de guerra e produzir os trilhos necessários à manutenção e à ampliação da malha ferroviária brasileira e que até aquele momento, nunca haviam sido produzidos no país.

Foi construído um laminador especial, em parceria com o Arsenal da Marinha Brasileira, que possuía instalações de usinagem no Rio de Janeiro. A produção do primeiro trilho se deu em 1943 – era o primeiro na história do Brasil e da América Latina.

Os trilhos produzidos pela Belgo serviram ao reparo das linhas férreas existentes e, após o término da guerra, foram utilizados para a construção de uma linha entre Corumbá, no Mato Grosso, e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, além de servirem à implantação de uma linha de bondes, entre o centro da cidade de Belo Horizonte e o bairro da Pampulha.

A Belgo também produziu, durante a guerra, barras quadradas para que o Exército fizesse obuses que seguiram para Europa e serviram ao combate brasileiro.

Resumo da década:

(1940) Entrada em operação do Laminador de "Bloomings", do Laminador de Perfis Médios, do Laminador de Arame "Krupp", das instalações de Trefilaria e Fábrica de Farpados - João Monlevade (MG).

Caldeiras de laminação

(1941) Entrada em operação do 3º Forno SM (Siemens Martin) para produção de aço - João Monlevade (MG).

(1942) Entrada em operação do 3º Alto-Forno - João Monlevade (MG).

(1943) Entrada em operação do 3º Alto-Forno - João Monlevade (MG).

(1944) Entrada em operação do 4º Forno SM (Siemens Martin) para produção de aço - João Monlevade (MG).

(1947) Entrada em operação da Fábrica de Tubos - João Monlevade (MG).

(1947) Aquisição de participação acionária da Cimaf - Companhia Industrial e Mercantil de Artefatos de Ferro e Aço, fundada em 1944 - Osasco (SP).

(1948) Entrada em operação da 1ª Sinterização da América Latina - João Monlevade (MG).

(1949) Entrada em operação da Usina Hidrelétrica de Amorim - João Monlevade (MG).

1950

Belgo cresceu com o Brasil

A partir de meados da década de 50, o Brasil assistia a um novo ciclo de crescimento sob o “desenvolvimentismo” do presidente Juscelino Kubitscheck e que teve como maiores ícones o fomento à indústria automobilística e a construção de Brasília.

Para esses empreendimentos, no entanto, era necessário muito aço, o que determinou um período de notável expansão horizontal e vertical da ArcelorMittal Aços Longos. Em 1957, por exemplo, foi criada a CAF – Companhia Agrícola e Florestal Santa Bárbara, com o objetivo de melhor administrar toda a infraestrutura implantada pela ArcelorMittal Aços Longos voltada às atividades de reflorestamento e produção de carvão vegetal. Nos anos seguintes, a CAF transformou-se num dos mais importantes e estratégicos negócios da ArcelorMittal Aços Longos no estado de Minas Gerai. Era responsável pela sustentação do crescimento industrial, dentro de uma política de busca constante da autossuficiência de carvão vegetal, além de possibilitar investimentos estratégicos no setor agropecuário.

Seguindo essa mesma estratégia de expansão, em 1958 também foi inaugurada nova unidade, na Cidade Industrial de Contagem, próxima a Belo Horizonte, para abrigar modernas instalações de trefilaria.

Complexo Siderúrgico

A partir dos anos 50, além da CSN, foram criadas outras siderúrgicas com controle estatal. Em 1958 e 1959 implantaram-se a Usiminas, em Minas Gerais, e a Cosipa, em São Paulo. Juntas, CSN, Cosipa e Usiminas compuseram a base siderúrgica montada pelo governo para sustentar o ritmo acelerado da industrialização brasileira naquele período. No início da década de 60, também foi criada a Cofavi – Companhia Ferro e Aço de Vitória, no Espírito Santo.

Mas, naquele período, o agravamento das dificuldades econômicas e sociais gerou a “crise de 64”. Após um período de crescimento vertiginoso, seguiu-se a total retração do mercado, em especial para a construção civil, uma das áreas que mais consumiam produtos de ferro e aço. O Brasil possuía então 41 usinas, controladas por 36 empresas, das quais cinco eram estatais.

Resumo da década:

(1950) Entrada em operação do Laminador Reversível de Chapas Quentes "Steckel" - João Monlevade (MG).

(1952) Aquisição do controle acionário da Samitri - S.A. Mineração da Trindade, fundada em 1939 - Belo Horizonte (MG).

(1952) Entrada em operação da Aciaria LD e a Fábrica de Oxigênio – João Monlevade (MG).

(1952) Fundação da Companhia Agrícola e Florestal Santa Bárbara - Belo Horizonte (MG).

(1959) Entrada em operação da Trefilaria da Cidade Industrial de Contagem (MG).

1960

Novo Patamar Empresarial

Na siderurgia, o início dos anos 60 foi marcado por grandes dificuldades, causadas, de um modo geral, pela desaceleração econômica do país e pelo excesso da oferta de aço. Para a ArcelorMittal Aços Longos, a superação da crise possibilitou a passagem para um novo patamar empresarial. Novos conceitos administrativos levaram à profissionalização, cujo resultado mais visível foi a emancipação de João Monlevade.

Também foram adotadas novas estratégias de negócio, com maior ênfase no marketing e, principalmente, definiu-se como foco principal dos investimentos a área de trefilaria, em detrimento dos laminados comuns, como os vergalhões para a construção civil. Como reflexo dessa opção, surgiu um contrato de parceria com a empresa belga Bekaert, uma das mais importantes empresas siderúrgicas na área de trefilados. Em 967, o primeiro contrato foi assinado, referente à transferência de tecnologia para a fabricação do arame farpado Motto. Nos anos seguintes, a parceria com a Bekaert ampliou-se.

Complexo Siderúrgico

O governo brasileiro buscou assim traçar um novo planejamento siderúrgico para o Brasil, que resultou na edição, em 1967, do Plano Siderúrgico Nacional e na criação do CONSIDER – Conselho Consultivo da Indústria Siderúrgica, subordinado ao Ministério da Indústria e do Comércio, no ano seguinte. Com a missão de definir uma política siderúrgica nacional, possibilitando a retomada do desenvolvimento do setor, em parceria com o recém-criado Instituto Brasileiro de Siderurgia, o CONSIDER decidiu pela criação de uma empresa holding das empresas siderúrgicas pertencentes ao governo.

Resumo da década:

(1963) Entrada em operação do Laminador Duo Reversível e do Laminador Contínuo de Biletes - João Monlevade (MG).

(1968) Entrada em operação do Laminador Morgan de Fio-Máquina – João Monlevade (MG).

(1969) Entrada em operação das primeiras máquinas de farpar do tipo Motto - Contagem (MG).

1970

Novo Patamar Empresarial

Em 1975 foi criada a joint-venture BMB – Belgo - Mineira Bekaert, com a instalação de uma unidade industrial em Vespasiano (MG), voltada à produção de steel-cord, cordoneis de aço, empregados no reforço dos pneus radiais.

Complexo Siderúrgico

Em 1973, surgia a Siderbrás – Siderúrgica Brasileira S/A, que passou a centralizar o planejamento da produção das empresas estatais.

O plano traçado pelos governos militares durante os anos 70 estaria completo em meados da década seguinte, com a entrada em operação da Companhia Siderúrgica de Tubarão, no Espírito Santo, e da Açominas, em Minas Gerais.

Resumo da década:

(1971) Fundação da ABEB - Associação Beneficente dos Empregados da Belgo -Mineira -Belo Horizonte (MG).

(1973) Fundação da Samarco Mineração S.A. - Belo Horizonte (MG).

(1973) Entrada em operação da primeira linha "Loopro" de Galvanização de Arames - Contagem (MG).

(1973) Entrada em operação do Laminador Morgan com Acabador "Nu Twist" e instalação "Stelmor" para resfriamento do fio-máquina - João Monlevade (MG).

(1974) Fundação da Porto Nazareth de Minas Gerais Corretores de Seguros Ltda.

(1975) Fundação da BMB - Belgo-Mineira Bekaert Artefatos de Arame Ltda. - Vespasiano (MG).

(1975) Entrada em operação de novas linhas de cordoalhas estabilizadas para concreto protendido - Contagem (MG).

(1976) Entrada em operação da 2ª linha "Loopro" de Galvanização e Cobreamento Eletrolítico - Contagem (MG).

(1977) Entrada em operação da 3ª linha "Loopro" de Galvanização de Arames - Contagem(MG).

(1977) Entrada em operação das novas máquinas automatizadas de Trefilação, Decaparia e do Forno de Patenteamento Contagem (MG).

(1978) Entrada em operação da Sinterização "Dwight Loyd", em substituição à antiga - João Monlevade (MG).

1980

Novo Patamar Empresarial

No início dos anos 80, porém, a Belgo voltou a rever posições, adquirindo o controle ou participação em várias empresas siderúrgicas e metalúrgicas e, ainda, ampliando a política de associações. Consolidou-se, assim, o desenho corporativo, com várias empresas integradas sob uma “holding”, a Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira.

Belgo - Mercado Global

Ainda no final dos anos 80, a ArcelorMittal Aços Longos começava a se preparar para a nova realidade que se antevia, com o lançamento de seu plano de gestão pela qualidade. A necessidade se impunha não apenas pelo crescimento da concorrência no mercado interno, mas porque também o quadro da globalização começava a exercer pressão sobre as empresas brasileiras.

Resumo da década:

(1980) Entrada em operação do 5º Alto -Forno - João Monlevade – MG

(1982) Aquisição do controle acionário da Jossan da Bahia S.A. - Trefilaria de Ferro e Aço, fundada em 1974 - Feira de Santana (BA).

(1982) Fundação da Bemex - Belgo-Mineira Comercial Exportadora S.A. – Belo Horizonte (MG).

(1982) Aquisição do controle acionário das Indústrias Jossan S.A., fundada em 1954 - Natal(RN).

(1983) Fundação da BMS - Belgo-Mineira Sistemas Ltda. - Belo Horizonte (MG).

(1984) Fundação da Porto Nazareth Serviços Técnicos de Seguros Ltda. – Belo Horizonte (MG).

Fundação da Bemex International Ltd.

(1984) Entrada em operação da nova Fábrica de Oxigênio - João Monlevade (MG).

(1985) Fundação das empresas: CAF Florestal Ltda., Agrodoce – Agropecuária Médio Rio Doce Ltda. e CAF Nordeste S.A. - Belo Horizonte (MG).

(1985) Entrada em operação da nova Aciaria LD - João Monlevade (MG).

(1986) Fundação da Bemaf - Belgo-Mineira Bekaert Arames Finos Ltda . – Sumaré (SP).

(1986) Aquisição do controle acionário da Brazaço-Mapri Indústrias Metalúrgicas S.A., fundada em 1939 - São Paulo (SP).

(1987) Fundação da PBM - Picchioni Belgo -Mineira DTVM S.A. - Belo Horizonte (MG).

(1987) Entrada em operação da Fábrica de Arames Galvanizados - Sabará (MG).

(1988) Fundação da BM S Software S.A. - Belo Horizonte (MG).

(1988) Criação da ArcelorMittal Distribuição-Mineira - Belo Horizonte (MG).

(1988) Entrada em operação da instalação de Lingotamento Contínuo – João Monlevade (MG).

(1988) Entrada em operação da nova Fábrica de Arames Cobreados para Solda Mig - Contagem (MG).

(1989) Fundação das empresas: Bemex Administração, Participações e Fomento.

(1989) Mercantil Ltda. e BMS - Malc Automação e Informática S.A. - Belo Horizonte (MG).

(1989) Entrada em operação de nova Unidade de Patenteamento de Arame para Produção de Cordoneis de Aço para Pneus - Sabará (MG).

1990

Belgo - Mercado Global

A década de 90 foi, assim, um período de grandes mudanças. Na área tecnológica, a ArcelorMittal Aços Longos buscou atualizar sua estrutura produtiva, o que se refletiu, entre outros, na inauguração de um moderno trem de laminação em Monlevade, responsável por sucessivos ganhos de qualidade do fio-máquina. Também investiu na mudança dos cinco altos-fornos da usina, que funcionavam a carvão vegetal, substituindo-os por apenas um, de grande capacidade produtiva, inaugurado no ano 2000 e que opera com coque importado.

Na esfera mercadológica, a ArcelorMittal Aços Longos investiu na recuperação do setor de laminados, a partir da aquisição de empresas como a Cofavi – Companhia Ferro e Aço de Vitória, em 1993, e da Dedini S/A Siderúrgica, em Piracicaba (SP), no ano seguinte. Em 1995, investiu no arrendamento da Mendes Junior Siderurgia, em Juiz de Fora (MG). Enquanto fazia esse e outros investimentos estratégicos, desmobilizava recursos em empresas fora de sua área de atuação principal, tornando o grupo mais competitivo.

Esse rearranjo permitiu que a ArcelorMittal Aços Longos se tornasse importante player mundial, adquirindo participação em importantes empresas siderúrgicas na Argentina, Chile, Peru e Canadá. A entrada direta em negócios internacionais transformou a ArcelorMittal Aços Longos em peça-chave no processo de globalização da ARBED, que em 2001 se uniu à francesa Usinor e à espanhola Aceralia para criar a ARCELOR, gigante do setor siderúrgico mundial.

Resumo da década:

(1990) Entrada em operação do Trem de Laminação Morgan 2 - João Monlevade (MG).

(1991) Inauguração do Trem de Laminação Morgan 2 - João Monlevade (MG).

(1991) Criação da Reserva Particular do Patrimônio Natural Belgo-Mineira, com área de 518 hectares – João Monlevade (MG).

(1992) Inauguração do Centro de Educação Ambiental (CEAM), na Reserva Particular do Patrimônio Natural Belgo-Mineira – João Monlevade (MG).

(1993) Entrada em operação do Forno Elétrico de Indução para produção de peças fundidas - Sabará (MG).

(1993) Aquisição de 52% do capital votante da Metalúrgica Norte de Minas.

(1993) Assumida a operação da Aciaria Elétrica, adquirida da Cofavi, localizada em Cariacica (ES).

(1994) Certificação da Belgo-Mineira na Norma ISO 9002.

(1994) Início da construção da segunda unidade da BMB para a produção de “steel cord” – Itaúna (MG).

(1994) Aquisição de 49% do capital da Dedini S.A. Siderúrgica - Piracicaba (SP).

(1994) CAF Florestal Ltda. incorpora a Cia.Agrícola e Florestal Santa Bárbara, passando a denominar-se CAF Santa Bárbara Ltda.

(1995) Formação de consórcio da Cia.Siderúrgica Belgo-Mineira com o Grupo Cauê para construção da Hidrelétrica Guilman -Amorim, no Rio Piracicaba (MG).

(1995) Assinatura de contrato de arrendamento, com opção de compra, da Mendes Júnior Siderurgia – Juiz de Fora (MG).

(1996) A Samarco Mineração S/A substitui o grupo Cauê no consórcio para a construção da Hidrelétrica Guilman-Amorim.

(1996) Comemoração dos 75 anos de fundação da Belgo-Mineira. Inaugurações: da fábrica.

(1996) Comemoração dos 75 anos de fundação da Belgo-Mineira. Inaugurações: da fábrica da BMB em Itaúna (MG), para a produção de “steel cord”;

(1997) Criação da Belgo-Mineira Bekaert Trefilarias (BMBT), “joint-venture” da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira e da Bekaert, da Bélgica.

(1997) Compra do conjunto de Laminadores de Perfis Leves e Perfis Médios pertencentes à ex- Cofavi - Cariacica (ES).

(1997) Inauguração da Estação de Tratamento de Efluentes Acidulados da Belgo-Mineira Bekaert Trefilarias - Contagem (MG).

(1997) Aprovado programa de investimentos de US$ 260 milhões na Usina de Monlevade para a construção de um novo alto-forno.

(1997) Com capacidade para 1,040 milhão de toneladas anuais de ferro-gusa e ampliação da capacidade de produção do Lingotamento Contínuo de 800 mil para 1,15 milhão de toneladas anuais.

(1997) Inauguração da Usina Hidrelétrica de Muniz Freire pertencente à Samarco Mineração, com potência instalada para 24 megawatts, no Espírito Santo.

(1997) Inauguração da usina de pelotização de minério de ferro pertencente à Samarco Mineração, com capacidade de produção de 6 milhões de toneladas anuais – Ponta Ubu (ES).

(1997) Inauguração da Usina Hidrelétrica Guilman-Amorim com potência instalada para 140 megawatts.

(1997) Venda da Portominas - Administração e Corretagem de Seguros para a “joint-venture” formada pelos grupos Sedwick e Nikols.

(1997) Reinauguração da linha de laminadores de Perfis Leves e Perfis Médios da Usina Siderúrgica Grande Vitória – Cariacica (ES).

(1997) Venda das duas empresas do setor de fixadores - Brazaço-Mapri e Metalúrgica Norte de Minas para o grupo Textron, dos EUA.

(1997) Aquisição de 51% do capital votante da Dedini S/A Siderúrgica – Piracicaba (SP).

(1997) Alterada a razão Social da BMBT para BMBA – Belgo-Mineira Bekaert Arames S.A.

(1998) Início da instalação e montagem de um novo Trem de Laminação na Usina de Piracicaba, com capacidade para 500 mil toneladas/ano.

(1998) Início dos investimentos destinados à expansão da capacidade de produção de aço bruto da BMP.

(1998) Belgo Mineira Participação Indústria e Comércio Ltda., em Juiz de Fora-MG, de 700 mil para um milhão de toneladas/ano.

(1998) Término dos projetos de ampliação da capacidade nominal da Samitri de 14,5 para 17,5 milhões de toneladas/ano e da Samarco de 9,5 para 13,5 milhões de toneladas/ano.

(1999) Implantação do software de gestão SAP R/3 nas unidades do Setor de Siderurgia do Grupo Belgo-Mineira e na Samitri.

(1999) As empresas/unidades do Setor de Siderurgia são certificadas nas Normas ISO 14001 (meio ambiente) e BS 8800 (segurança e saúde ocupacional).

(1999) A Usina Hidrelétrica de Guilman-Amorim tornou -se a primeira hidrelétrica do país a obter o certificado ISO 14001.

(1999) Início de implantação do programa de treinamento “Six Sigma” na Belgo-Mineira, destinado a capacitar seus profissionais de nível superior para a solução de problemas gerenciais e técnicos.

(1999) Pesquisa da Hay do Brasil inclui a Samarco, Samitri e Belgo-Mineira entre as cinco primeiras empresas de melhor clima organizacional do País.

(1999) Entrada em funcionamento do Alto-Forno a coque na Usina de Monlevade, com capacidade de produção de 1,040 milhão de toneladas anuais de ferrogusa.

(1999) Entrada em funcionamento do Laminador de Barras na Usina de Piracicaba, que eleva de 346 mil para 500 mil toneladas/ano a capacidade de produção de laminados.

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